Eu queria... - 22 de agosto de 2015
Eu queria... queria saber o que passa na sua mente. Do que lembra qunado sorri para o nada. O que te causa angústia. O que formula seus mais profundos pensamentos. O que te faz tão único. Que cara faz quando escova os dentes. O que sonhou na última noite. O que acha de filosofia. O que conversa com seus amigos. Onde arranjou esse sotaque. Por que olha tanto pra ela. Por que faltou hoje. As suas manias que ainda não sei. Como é a última folha do seu caderno. Como dorme no verão, no inverno. O que você e sua família conversam no almoço. O que poderia cozinhar para o seu café da manhã.
Queria falar... do seu olhar. Da sua risada exagerada. E da mais tímida. Dos seus poemas. Da música que você tocou no meio da aula. Do seu jeito de sentar. Do seu cheiro de antigo. De você nos meus sonhos. Doa dia em que tocou meu braço. Da sua sensualidade em todos os gestos. Do seu talento de afetar minhas notas.
Queria que soubesse... que eu gosto de canela. Que eu não sou tão emotiva. Que sinto aflição só de ouvir a palavra bolota ou furinho. que gosto de contar moedas. que assisto reality-show sul-coreano. Que eu iria até seu bairro te ver. Como fico quando vejo meu cachorro. Que gosto do cheiro do papel de extrato do banco. Que gosto de brincadeiras como "lá vai o ganso". Que imito aqueles dubladores de placas nos filmes.
Queria que soubesse que eu vejo você. Tento te compreender e sei que não é compreendido, como eu não sou na maioria das vezes. Que somo diferentes, por isso tão iguais. VOcê é a peça sem cantos ou curvas, perfeita. No meio de um quebra-cabeças, faz se muitíssimo inútil.
Eu realmente queria saber o que me fez ser tão covarde.
Queria falar... do seu olhar. Da sua risada exagerada. E da mais tímida. Dos seus poemas. Da música que você tocou no meio da aula. Do seu jeito de sentar. Do seu cheiro de antigo. De você nos meus sonhos. Doa dia em que tocou meu braço. Da sua sensualidade em todos os gestos. Do seu talento de afetar minhas notas.
Queria que soubesse... que eu gosto de canela. Que eu não sou tão emotiva. Que sinto aflição só de ouvir a palavra bolota ou furinho. que gosto de contar moedas. que assisto reality-show sul-coreano. Que eu iria até seu bairro te ver. Como fico quando vejo meu cachorro. Que gosto do cheiro do papel de extrato do banco. Que gosto de brincadeiras como "lá vai o ganso". Que imito aqueles dubladores de placas nos filmes.
Queria que soubesse que eu vejo você. Tento te compreender e sei que não é compreendido, como eu não sou na maioria das vezes. Que somo diferentes, por isso tão iguais. VOcê é a peça sem cantos ou curvas, perfeita. No meio de um quebra-cabeças, faz se muitíssimo inútil.
Eu realmente queria saber o que me fez ser tão covarde.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski