Teu colo
E eis que cheguei e te vi na sala,
sentada naquele sofá tão gostoso,
o mesmo que tantas vezes assistiu às nossas trocas de carinho.
Eu, tão carente, tão menino e tão frágil,
nesse momento que estou vivendo.
A necessidade de afeto e tão somente afeto,
está gritando pelos meus poros e percorrendo o espaço em busca disso.
E você, minha tão eterna companheira, amiga e amante,
aquela que me conhece até mesmo no meu silêncio,
estendeu seus braços e nem precisava dizer vem.
Me deitei e deixei a cabeça repousar no teu colo.
Você, sempre doce e tão gentil, começou a me fazer aquele cafuné,
tão gostoso e calmante,
bem aquele que só você sabe fazer.
Senti a paz entrar entre os meus cabelos e penetrar em mim.
Fechei os olhos e fugi dali.
Meus pensamentos foram para a minha infância.
Me vi criança, sem problemas e feliz.
Me vi subindo e descendo aquele pé de fruta que me fazia sentir forte e único,
capaz de vencer qualquer obstáculo para que eu alcançasse o alto.
Me vi olhando o céu e desejando bater na porta dele
e por sorte, ele se abrindo e eu entrando.
Mas, ele não se abriu.
Mais uma vez não foi a hora.
Mas, não lamentei.
E sabe por que?
Porque meu anjo ainda está aqui, me acariciando os meus cabelos e me dando a paz que eu preciso.
Se tenho você, inevitavelmente,
eu também atingi a porta do céu e não quero mais sair.
(Anjo Eros)
Código do texto: T6156969
sentada naquele sofá tão gostoso,
o mesmo que tantas vezes assistiu às nossas trocas de carinho.
Eu, tão carente, tão menino e tão frágil,
nesse momento que estou vivendo.
A necessidade de afeto e tão somente afeto,
está gritando pelos meus poros e percorrendo o espaço em busca disso.
E você, minha tão eterna companheira, amiga e amante,
aquela que me conhece até mesmo no meu silêncio,
estendeu seus braços e nem precisava dizer vem.
Me deitei e deixei a cabeça repousar no teu colo.
Você, sempre doce e tão gentil, começou a me fazer aquele cafuné,
tão gostoso e calmante,
bem aquele que só você sabe fazer.
Senti a paz entrar entre os meus cabelos e penetrar em mim.
Fechei os olhos e fugi dali.
Meus pensamentos foram para a minha infância.
Me vi criança, sem problemas e feliz.
Me vi subindo e descendo aquele pé de fruta que me fazia sentir forte e único,
capaz de vencer qualquer obstáculo para que eu alcançasse o alto.
Me vi olhando o céu e desejando bater na porta dele
e por sorte, ele se abrindo e eu entrando.
Mas, ele não se abriu.
Mais uma vez não foi a hora.
Mas, não lamentei.
E sabe por que?
Porque meu anjo ainda está aqui, me acariciando os meus cabelos e me dando a paz que eu preciso.
Se tenho você, inevitavelmente,
eu também atingi a porta do céu e não quero mais sair.
(Anjo Eros)
Código do texto: T6156969
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