Noites e dias de agonia, vagando na clausura pelo vazio da solidão, olhar frio e congelante de parar um coração.
Não sinto mais nada, não sinto mais nada! Ela traspassou minh’alma agonizante nos gumes de uma espada.
Acuada e relutante na afiada e penetrante lâmina dos tormentos, sem risos e apenas prantos minh'alma anseia por desencantos.
Na luta fortuita, ó minh’alma labuta! Como és forte, será mesmo a morte ou redimida sorte das agruras á vista?
Quebranta ela Senhor! Não a deixes prosperar nesta lida, pois saqueou o meu amor e ainda sem temor anda a tirar-me a vida.
Ipatinga, 15/08/2018
Erimar Lopes.
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