Nem prata e Nem ouro, só porcelanas.
Baby, eu sorvi todo o seu ouro branco em um prato de porcelana estampado com flores, e acho que eram flores de pessegueiro. Sua mãe dormia no quarto ao lado, bêbada. Isso me incomodava pois você queria fazer amor, e justamente por ela estar ali, eu desconversava na tentativa de fugir do convite. Eu pensava: "Seu filho não tem pai. Você não tem pai. És mais uma garota que excedeu os desejos e agora carente, junta-se com a menor parte de um todo. Do todo de homens que te rejeitaram; tanto a você como sua prole bastarda. Sujeitar-se a escolher o menos vil, o menos canalha, foi a escolha que te coube e aí eu entrei. Eu com meus pensamentos maliciosos e escasso caráter. Te convenci de que era o seu salvador. Que te redimiria de todos os erros e a partir daí, descortinaria uma nova vida perante aos seus olhos tristes. Mas como sou vil, te tranquei em uma masmorra. Torturei! Torturei! Torturei o teu coração! E quando a angústia começou a calar a tua voz eu gritei alto: "Tu serás o fruto do meu bel-prazer". Teu silêncio se tornou o teu mantra. Hahaha! Tu ainda era tão cega. Me amava apesar de tudo, e esse amor tolo enfraquecia tuas orações. Tua fé em minha mudança era justificada pelas minhas crises de bom samaritano. Quando eu te citava poemas e te prometias flores. Tola! Foi tão mal instruída, esperou tão pouco da vida. Deves ser feliz nesta tortura de parede a que te comprimes; Cada vez mais triste e cada vez mais infeliz. Eternamente imersa na ilusão do falso amor que lhe dou
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