Caneta


Ah !

Que desejo de escrever algo que
ilumine

Tal qual luz laranja e trapezista.

Ah!

Que desejo de ver crianças voadoras

Lacrimejarem de tanto rirem.

Ah!

Que desejo latente de ser feliz e não
entender coisa alguma.

Há!

Cavalos que nascem em gramas verdes

Que são torturadas por fungos
infernais.

Há!

Potros confusos

Pois, seus pais marrons dormem sonhos
negros,

Enquanto, espumas brancas oriundas da
boca e orifícios nasais das éguas gélidas,

São amaciadas e tomadas como leite.

Ah!

Que um dia possa borrar em preto ou
azul

Fazendo a vontade do complexo bolso
que me encerra.

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