Na solidão noturna
Uma leve saudade
De um olhar sereno
Que trisca, mas não toca
Que lembra, mas não pensa
Que de vez em quando sente falta
Mas não chega a ser uma saudade
Um pouco morno, não quente

Um entrar na cachoeira
Apenas pela metade
Um sorriso a meia boca
Um não sei se vou ou se fico
Um suspirar cortado ao meio
Chove, e não molha
Não hoje, talvez amanhã
Ou que sabe depois de amahã
Semana que vem?
Tudo anda, e perde a hora de ser!




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