ZONG
Dáescravos cruelmente cheio
Estava o habituado porão
De Zong, o maldito navio
Da sanguinária baldeação
Da costa da Ilha de São Tomé
Na margens do oeste africano
À todo vapor, para o arquipélago jamaicano
Zong, o maldito navio
Pôs-se a navegar
E o total de cento e trinta e três
Foi o magote feudatário
Que ao abisso do Atlântico mar
Crudelíssimo capitão mandou atirar
Qual não fosse o surto deletério
Por vontade própria, em seguida
Ao mar, lançou-se uma dezena enfurecida!
Com grilhtetas amarradas nos tornozelos
Ó Deus, quão horrível e brutal
Enquanto o Atlântico, com seus próprios olhos
Via o trato que o homem dava ao seu igual!
Alberto Secama 04 de Setembro de 2015
Estava o habituado porão
De Zong, o maldito navio
Da sanguinária baldeação
Da costa da Ilha de São Tomé
Na margens do oeste africano
À todo vapor, para o arquipélago jamaicano
Zong, o maldito navio
Pôs-se a navegar
E o total de cento e trinta e três
Foi o magote feudatário
Que ao abisso do Atlântico mar
Crudelíssimo capitão mandou atirar
Qual não fosse o surto deletério
Por vontade própria, em seguida
Ao mar, lançou-se uma dezena enfurecida!
Com grilhtetas amarradas nos tornozelos
Ó Deus, quão horrível e brutal
Enquanto o Atlântico, com seus próprios olhos
Via o trato que o homem dava ao seu igual!
Alberto Secama 04 de Setembro de 2015
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