Aquário de Fogo
Uma cascata ao vento
flamejante e brilhante.
Uma cortina sem alento.
Refulge ao longe, distante,
rodopia o pó de diamante.
Nas costas finas de aço queda o peso
do amor gelado incandescente,
que dos olhos lhe lava a mente.
Quente no peito, o coração indefeso.
Em primeiro sempre a razão
mas mais oculta e incontida
a mais delicada e fina, emoção.
Sempre de pé, inquebrável.
Congelado até ao mais frio
dos frios
o zero absoluto.
Nas mãos glaciares e a alma
nua caminha no gelo
não apaga a chama.
Naquele cabelo cascata
de fogo e lucidez
nos olhos a limpidez
honesta e pura
quase inocente
quase crente.
06/09/2018
flamejante e brilhante.
Uma cortina sem alento.
Refulge ao longe, distante,
rodopia o pó de diamante.
Nas costas finas de aço queda o peso
do amor gelado incandescente,
que dos olhos lhe lava a mente.
Quente no peito, o coração indefeso.
Em primeiro sempre a razão
mas mais oculta e incontida
a mais delicada e fina, emoção.
Sempre de pé, inquebrável.
Congelado até ao mais frio
dos frios
o zero absoluto.
Nas mãos glaciares e a alma
nua caminha no gelo
não apaga a chama.
Naquele cabelo cascata
de fogo e lucidez
nos olhos a limpidez
honesta e pura
quase inocente
quase crente.
06/09/2018
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