OS MEUS POEMAS
Os meus poemas saltam a página do word
E vagam pelas redes buscando olhos sorrateiros
Que os levem para algum íntimo displicente
Esquecido aberto como vidro de janela
Por onde possam adentrar singelos
Tomando de assalto sensíveis almas
Que concentram o discurso e admiram a arte
Da chuva e sol, pingos e bolhas
Habitantes virtuais de qualquer frase dita
Debaixo das surdas linhas de uma tela
Numa plataforma qualquer azul ou amarela
Tenho mais do que preciso para compor:
O pão de cada dia sobre a mesa me é farto
A água que me lava os pés, escalda as dores
Traz o conforto da prudente sorte
A sabedoria que no momento alenta
Enche a pia e a cama de alegres cores
Na simetria que propicia a solidão do afeto
E os meus rascunhos desenhados entre estrofes
Saltitantes pelos dedos e o teclado
Encenam um idealizado e indefinido palco
Os capítulos que me acentuam a mente
E inconsequente quando não escrevo
Torno-me amorfo, indeterminado e quieto
Pois não tenho outro vício senão este
De desprender meus versos como se despega um filho
Se entrega um brinde, faz-se um sorteio.
Empreendo justa a ilógica tese de fazer poesia
Pelo único presunçoso propósito:
Reverenciar a palavra ideal e o meio
De fazer-me util entre o linho e a linha
Que separa a realidade e a utopia
Que fermenta o vinho e enobrece a vinha
E vagam pelas redes buscando olhos sorrateiros
Que os levem para algum íntimo displicente
Esquecido aberto como vidro de janela
Por onde possam adentrar singelos
Tomando de assalto sensíveis almas
Que concentram o discurso e admiram a arte
Da chuva e sol, pingos e bolhas
Habitantes virtuais de qualquer frase dita
Debaixo das surdas linhas de uma tela
Numa plataforma qualquer azul ou amarela
Tenho mais do que preciso para compor:
O pão de cada dia sobre a mesa me é farto
A água que me lava os pés, escalda as dores
Traz o conforto da prudente sorte
A sabedoria que no momento alenta
Enche a pia e a cama de alegres cores
Na simetria que propicia a solidão do afeto
E os meus rascunhos desenhados entre estrofes
Saltitantes pelos dedos e o teclado
Encenam um idealizado e indefinido palco
Os capítulos que me acentuam a mente
E inconsequente quando não escrevo
Torno-me amorfo, indeterminado e quieto
Pois não tenho outro vício senão este
De desprender meus versos como se despega um filho
Se entrega um brinde, faz-se um sorteio.
Empreendo justa a ilógica tese de fazer poesia
Pelo único presunçoso propósito:
Reverenciar a palavra ideal e o meio
De fazer-me util entre o linho e a linha
Que separa a realidade e a utopia
Que fermenta o vinho e enobrece a vinha
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