Ofélia II
II
Ai de mim, que tento, incansável,
Tomado por uma loucura imensurável,
Cercado de pecado e insalubridez,
Expressar tristeza, ou raiva talvez...
Quem me dera ouvir o canto divino
E escapar desse vil e trágico destino,
Pois durmo sem pensar em acordar!
Pois amo e esqueço de amar!
Se deixo, então, a sombra do esquecimento
A ti entrego o mais terrível lamento
E não será mais capaz de amar!
Quem sabe um dia irei voltar...
Verei, pois, a face da minha miséria:
Minha pequena e amada e bela Ofélia!
Ai de mim, que tento, incansável,
Tomado por uma loucura imensurável,
Cercado de pecado e insalubridez,
Expressar tristeza, ou raiva talvez...
Quem me dera ouvir o canto divino
E escapar desse vil e trágico destino,
Pois durmo sem pensar em acordar!
Pois amo e esqueço de amar!
Se deixo, então, a sombra do esquecimento
A ti entrego o mais terrível lamento
E não será mais capaz de amar!
Quem sabe um dia irei voltar...
Verei, pois, a face da minha miséria:
Minha pequena e amada e bela Ofélia!
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Brasil ! teus filhos exigem mudanças (soneto) - 11/05/2016
Brasil ! teus filhos exigem mudanças,
A mudança radical, te conclamam
Jazem de joelhos suas esperanças
Por um …
Armando A. C. Garcia
Naturalmente, (soneto) - 12/12/2017
Naturalmente, sonhando acordado
Controlando desejo e emoção
Verdade ou mentira, que importa então,
Se este meu…
Armando A. C. Garcia
O Rochedo – (soneto) - 07/03/2016
Bate o mar enfurecido no rochedo
Em espuma se transforma sua ira,
O seu poder feroz nos causa medo,
Mas calma …
Armando A. C. Garcia
De manhã, (soneto) - 30/05/2018
O sol, rasga as trevas de manhã
Iluminando prados e outeiros,
Vejo ela passar alegre e louçã
Do outro lado da …
Armando A. C. Garcia