OLHOS VERMELHOS, CARAPAÇAS DE JOELHOS
Entendam as razões porque tudo é ruina e desconsolo, se deveras andam tortos menos vivos e mais mortos que os que sobem e descem as escadarias da perdição, veja a intuição daqueles que fogem da lâmina afiada e dão risadas dos néscios que são traspassados porque não têm a visão. Quem é louco dispensa loucura, quem é doce dispensa doçura, os afoitos se queimam em fervura, aliás quem dorme cedo descansa a armadura. Mas os que perambulam tem olhos vermelhos, lutam com a noite por não ouvirem conselhos, olhos de coelhos, sangues vermelhos, carapaças de joelhos. Ai daqueles que discorrem pelos becos largos, vielas espaçosas, julgando milagrosas suas armas de brinquedo, que em todos metem medo pelo zunido ratátátá, descubram um segredo não haverá mais nem um dedo que puxe o gatilho pra produzir este sonido que o instrumento pode dá.
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