O LIVRO DE JÓ
Quando senti as dores dos meus rins,
Eu me lembrei de Jó e seus amigos.
Deveras, o que é o homem nos perigos
Em seu tergiversar por nãos e sins?
Os meios não justificam mais os fins,
Nem viver qual viviam os antigos...
E de reis, parecemos mais mendigos
Em sobressalto quando dos clarins:
Javé e Satanás fazem apostas,
Ao provar em desgraças e sem dó
O jugo que mantêm em nossas costas.
Ao fim, farto de dias como Jó,
Talvez ouça de Deus vagas respostas,
Sabendo eu já ser pó de volta ao pó.
Betim - 09 10 2018
Eu me lembrei de Jó e seus amigos.
Deveras, o que é o homem nos perigos
Em seu tergiversar por nãos e sins?
Os meios não justificam mais os fins,
Nem viver qual viviam os antigos...
E de reis, parecemos mais mendigos
Em sobressalto quando dos clarins:
Javé e Satanás fazem apostas,
Ao provar em desgraças e sem dó
O jugo que mantêm em nossas costas.
Ao fim, farto de dias como Jó,
Talvez ouça de Deus vagas respostas,
Sabendo eu já ser pó de volta ao pó.
Betim - 09 10 2018
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*