MANIA DE QUERER E NÃO QUERER
Não quero as riquezas, essas ditas materiais que acendem os castiçais das profícuas empresas. Quero sabedoria que me traga euforia pra de noite ou dia poder sem asas voar. Não a sabedoria da letra, que incha a carne e a inclina, e a faz rastejar. Quero a liberdade dos bichos, não quero caprichos para me perturbar. Quero andar sem medo na luz ou no escuro e o que me conduza seja a verdade e o amor puro. Quero uma moça modesta que tanto me preste solícita ternura, e em teus seios me acomode e sempre me acuda dispensando brandura. Quero ser feliz simples, felicitar simplesmente, nada que tire o sossego da gente. Não quero imaginar perfeição, mas a que tenha afeição dentro do coração e que saiba perdoar, porquê assim perdoando vai se aperfeiçoando e o perdão encontrar, também quero perdoar. Esta mania de querer e não querer, de imaginar e sonhar alimentando a esperança de viver e amar, de receber e doar, como se fosse fácil realizar as vontades, se apenas dependesse de meras capacidades para alcançar os objetivos que foram humanamente traçados.
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