HONROSO AMOR
São coisas do amor: o pedir e doar, o sofrer e chorar, o saber esperar, o não enraivecer, o não envaidecer, o acreditar e confiar, o não ensoberbecer, tudo suportar, e principalmente se entregar. É abrir uma ferida em si mesmo e cicatrizá-la com o tempo, e às vezes antes mesmo de curá-la, sofrer nova agressão em cima da mesma ferida. O amor dá a vida, devemos conhecê-lo bem das formas como a ele convém, para que entendamos no outro que realmente está amando de verdade e, não a si mesmo enganando e, o semelhante sofrendo o que não é amor e sim dor; dor pela falta de não compreender o que é compreensível, de não aceitar o que é aceitável, de privar o que é comum para apenas um; a dor da intolerância e ignorância. Amar é pesado, é um fardo, uma cruz, mata e crucifica e não se justifica sem doer, arrancar lágrimas, muitas vezes te moer por dentro, se diz de amor violento. Se queres amar pague um alto preço, vire-se ao avesso, aflija-se, exercite-o e aprenda, não se renda, humilhe-se. Vá na fonte do perdão que é o coração e o crave, grave e nunca mais se apague. Deixe ele te envolver, mesmo que vá morrer, morra, mas morra por amor, com ou sem dor, se esforce por favor em busca de um honroso amor.
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