À MANEIRA POÉTICA
À MANEIRA POÉTICA
Não. Nada nunca é errado em poesia…
Rimar ou não não garante o poético, ou melhor,
nada garante.
Quando o poeta rima
é porque exige dos sons das palavras a magia.
Quando ritma, é que ordena
as tônicas segundo a respiração.
Quando metrifica apenas
põe limite à frase para que não seja
nem curta nem longa demais.
Quando não rima, ritma e metrifica,
ele deixa as frases buscarem sua própria música.
D'um modo ou de outro,
corre o risco de não fazer mais
que preencher folhas em branco…
O poeta não escreve como escrevem;
não fala como falam, nem poderia!
Se o que ele busca é o extraordinário,
exigindo das palavras mais que comunicação.
Se isso o faz maldito, que seja:
Sim, mil vezes maldito por exigir a leitura atenta!
Dez mil vezes por não facilitar a compreensão.
Maldito! Maldito seja!
Por colocar-se como resistência teimosa: Alguém que não vai silenciar enquanto não for silenciado.
Por escrever sem patrão o que lhe vem à cabeça
ou que lhe angustia o peito…
(Jamais concordarei serem necessários genocídios para vivermos em paz).
Por que exigir do poeta, portanto,
a bênção luminosa da superfície
se ele desce às profundezas de si mesmo?
Betim - 15 10 2018
Não. Nada nunca é errado em poesia…
Rimar ou não não garante o poético, ou melhor,
nada garante.
Quando o poeta rima
é porque exige dos sons das palavras a magia.
Quando ritma, é que ordena
as tônicas segundo a respiração.
Quando metrifica apenas
põe limite à frase para que não seja
nem curta nem longa demais.
Quando não rima, ritma e metrifica,
ele deixa as frases buscarem sua própria música.
D'um modo ou de outro,
corre o risco de não fazer mais
que preencher folhas em branco…
O poeta não escreve como escrevem;
não fala como falam, nem poderia!
Se o que ele busca é o extraordinário,
exigindo das palavras mais que comunicação.
Se isso o faz maldito, que seja:
Sim, mil vezes maldito por exigir a leitura atenta!
Dez mil vezes por não facilitar a compreensão.
Maldito! Maldito seja!
Por colocar-se como resistência teimosa: Alguém que não vai silenciar enquanto não for silenciado.
Por escrever sem patrão o que lhe vem à cabeça
ou que lhe angustia o peito…
(Jamais concordarei serem necessários genocídios para vivermos em paz).
Por que exigir do poeta, portanto,
a bênção luminosa da superfície
se ele desce às profundezas de si mesmo?
Betim - 15 10 2018
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