Caem as flores
caem as flores,
lentamente,
sobre os caminhos do outono
sobre lembranças e sonhos
lá fora há um sol alegre
digo ternuras
para os teus cabelos
há tanto silêncio nas palavras que lhes digo
o mundo sonhava triste antes de ti
o azul esperava
os versos suspiravam
e esperavam
sementes
dormiam na noite acesa
tempos distantes
solitários barcos
ilhas cansadas
frágeis oceanos
mares sem nome
depois de ti
as ondas quebravam entre as tuas pernas
e era em teu corpo que eu navegava
naufrago insaciável
enquanto as flores caiam
sobre os caminhos do outono
sobre lembranças e sonhos
lentamente,
sobre os caminhos do outono
sobre lembranças e sonhos
lá fora há um sol alegre
digo ternuras
para os teus cabelos
há tanto silêncio nas palavras que lhes digo
o mundo sonhava triste antes de ti
o azul esperava
os versos suspiravam
e esperavam
sementes
dormiam na noite acesa
tempos distantes
solitários barcos
ilhas cansadas
frágeis oceanos
mares sem nome
depois de ti
as ondas quebravam entre as tuas pernas
e era em teu corpo que eu navegava
naufrago insaciável
enquanto as flores caiam
sobre os caminhos do outono
sobre lembranças e sonhos
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Um Pergaminho.
Sou como uma pedra de grande altura - no amor e na ternura - Meu corpo está em paz - por tanto desejar ser pequeno neste mundo onde habi…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Imbuia
Quando se é por muito tempo invisível,
e só te põem no último lugar seja lá
qual for o motivo o melhor é não se iludir;
És o teu…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Poético ceibal
Não existe florada igual
ao do poético ceibal
sob o Hemisfério Austral
na beiradinha do rio
dos pássaros coloridos.
…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Por um triz, tesa
Ora, ora! A tristeza está o ó, e bem chata;
Engata, desata e incomoda dentro afora.
Penhora o estado feliz; e é insensata.
…
Raquel Ordones