da MORTE, cantata em odes mínimas
I
Apoderas-te do meu ser, quando? Agora?
Quando unirás a tua boca à minha,
___ à boca dum poeta, nesse estreito laço?
Que vontade calada de te unires a mim tens
tu, amantíssima Morte, que por mim
esperando em silêncio, vens minando o meu
corpo que junto ao teu repousará um dia
nesse longo e apertado-abraço!
Oh! como almejas o teu corpo colado ao meu
debaixo daquela pedra fria, onde
a tua fome de mim em fogo arde.
in OPUS, selecta de poesia em Língua Portuguesa, Temas Originais, 2018
Apoderas-te do meu ser, quando? Agora?
Quando unirás a tua boca à minha,
___ à boca dum poeta, nesse estreito laço?
Que vontade calada de te unires a mim tens
tu, amantíssima Morte, que por mim
esperando em silêncio, vens minando o meu
corpo que junto ao teu repousará um dia
nesse longo e apertado-abraço!
Oh! como almejas o teu corpo colado ao meu
debaixo daquela pedra fria, onde
a tua fome de mim em fogo arde.
in OPUS, selecta de poesia em Língua Portuguesa, Temas Originais, 2018
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