Adeus tristeza
É nas horas tristíssimas da tarde,
quando o dia demora em se acabar
e a luz do sol desperta outro lugar,
que essa dor faz o seu maior alarde...
Era assim, fosse dentro do meu lar
ou na rua, onde a luz, embora tarde,
reverbera, incendeia, abrasa e arde,
em fantasmagoria singular...
Mas um dia aprendi de alguém querido,
que esse fim pode ter outro sentido,
em que a dor sói doer mais passageira:
— Que lição é viver de outra maneira! —
Atrás do fim, caminha um novo início
interminavelmente vitalício.
Nilza Azzi
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