trovas soltas...
trovas...
chora o rio e chora a nora
e eu debruçada à janela
também m'ha alma chora
por não ser mais donzela
choram estrelas chora a lua
enrodilhadas em saudade
choram as pedras da rua
outro tempo...outra verdade!
chora o cravo na lapela
por andar a rosa ausente
quem tem um amor cautela
que às vezes subtil(mente)!
amareleceram as folhas
doce o outono há-de ser
doura a vida se me olhas
primavera se me vens ver
choram as flores no galho
lágrimas de aflição...
teus beijos meu agasalho
tua ausência maldição
chora o vento no arvoredo
enquanto a aurora agoniza
levo comigo um segredo
no sangue que em mim desliza
chora o sino lá no alto
está dobrando a finados
traz a aldeia em sobressalto
e os vivos amedrontados
alguma coisa está doente
trago minha alma estranha?!
choram meus olhos sómente
sobeja esta dor tamanha.
ai alma não digas nada,
e tu voz vê se adormeces,
assim de boca ... cerrada!
tu coração... vê se esqueces
natalia nuno
chora o rio e chora a nora
e eu debruçada à janela
também m'ha alma chora
por não ser mais donzela
choram estrelas chora a lua
enrodilhadas em saudade
choram as pedras da rua
outro tempo...outra verdade!
chora o cravo na lapela
por andar a rosa ausente
quem tem um amor cautela
que às vezes subtil(mente)!
amareleceram as folhas
doce o outono há-de ser
doura a vida se me olhas
primavera se me vens ver
choram as flores no galho
lágrimas de aflição...
teus beijos meu agasalho
tua ausência maldição
chora o vento no arvoredo
enquanto a aurora agoniza
levo comigo um segredo
no sangue que em mim desliza
chora o sino lá no alto
está dobrando a finados
traz a aldeia em sobressalto
e os vivos amedrontados
alguma coisa está doente
trago minha alma estranha?!
choram meus olhos sómente
sobeja esta dor tamanha.
ai alma não digas nada,
e tu voz vê se adormeces,
assim de boca ... cerrada!
tu coração... vê se esqueces
natalia nuno