ACALENTO DO TEMPO
Há tristezas rudes que nunca deixam o ninho
Sonhos coloridos que nunca alçaram voo
Chagas abertas, em um eterno espinho
Canções tristonhas, que em silêncio entoo
Lágrimas já vertidas, por uma causa inerte
Longas caminhadas, pra se chegar ao nada
Esforços gigantescos, tomados como um flerte
Angústias duradouras, na espera da alvorada
Caminhos repartidos, sentimentos escusos
Feridas e amarguras, a podridão exposta
Sonhos de amor desfeitos, alegrias mortas
Palavras perdidas, a invejar os mudos
Amigos de outrora, a fechar-me as portas
O Sol nasce de novo, só isto me conforta
Sonhos coloridos que nunca alçaram voo
Chagas abertas, em um eterno espinho
Canções tristonhas, que em silêncio entoo
Lágrimas já vertidas, por uma causa inerte
Longas caminhadas, pra se chegar ao nada
Esforços gigantescos, tomados como um flerte
Angústias duradouras, na espera da alvorada
Caminhos repartidos, sentimentos escusos
Feridas e amarguras, a podridão exposta
Sonhos de amor desfeitos, alegrias mortas
Palavras perdidas, a invejar os mudos
Amigos de outrora, a fechar-me as portas
O Sol nasce de novo, só isto me conforta
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