meu nome...
meu nome alguém mo deu
lembro-me dele de tenra idade
dizem que foi meu pai que o escolheu
lembra inverno, lembra natal, lembra saudade
escrevi-o em cartas de amor mal sabia escrever,
quando a lua aparecia ou o sol me vinha aquecer.
escrevo-o agora ao ritmo dos meus dedos
às vezes como uma ave lenta
no lirismo dos meus versos
onde grito os sonhos, o desfolhar da rosa
os medos...e tudo o mais que a poesia
me tenta...
meu nome, rabisco-o de vez em quando
nem sei às vezes porque o faço
em letra miudinha e vou sonhando
com quem mo deu e seu abraço
e logo meus dedos lançam sementes à sorte
sonham com o apanhar das amoras
despidos de palavras aguardam a morte
que há-de vir cedo, ou tarde, ou a más horas
meu nome já não escrevo, porque me fugiram
as letras em noites de solidão
e os dedos já não cantam e errante anda o coração.
foi nas minhas memórias esquecidas
que deixei o nome, com as saudades de ternura
vestidas... perdeu-se no passado
como um vôo que se esvai num ai
ou como um grito que ecoa no infinito
e chega até mim já desfasado
deixei-o no cantar das cigarras, na solidão
do olhar, nas tuas mãos quando me agarras
na aliança que trazes nos dedos,
nas sombras por onde vagueio, em cada emoção,
nas marcas do desespero, nos medos
no silêncio a que me enleio para não enlouquecer
no chão da minha pele a envelhecer...
meu nome lembrará sempre saudade
não sei bem sua história, já não é de prata a memória
mas, lembro-me dele de tenra idade.
natália nuno
lembro-me dele de tenra idade
dizem que foi meu pai que o escolheu
lembra inverno, lembra natal, lembra saudade
escrevi-o em cartas de amor mal sabia escrever,
quando a lua aparecia ou o sol me vinha aquecer.
escrevo-o agora ao ritmo dos meus dedos
às vezes como uma ave lenta
no lirismo dos meus versos
onde grito os sonhos, o desfolhar da rosa
os medos...e tudo o mais que a poesia
me tenta...
meu nome, rabisco-o de vez em quando
nem sei às vezes porque o faço
em letra miudinha e vou sonhando
com quem mo deu e seu abraço
e logo meus dedos lançam sementes à sorte
sonham com o apanhar das amoras
despidos de palavras aguardam a morte
que há-de vir cedo, ou tarde, ou a más horas
meu nome já não escrevo, porque me fugiram
as letras em noites de solidão
e os dedos já não cantam e errante anda o coração.
foi nas minhas memórias esquecidas
que deixei o nome, com as saudades de ternura
vestidas... perdeu-se no passado
como um vôo que se esvai num ai
ou como um grito que ecoa no infinito
e chega até mim já desfasado
deixei-o no cantar das cigarras, na solidão
do olhar, nas tuas mãos quando me agarras
na aliança que trazes nos dedos,
nas sombras por onde vagueio, em cada emoção,
nas marcas do desespero, nos medos
no silêncio a que me enleio para não enlouquecer
no chão da minha pele a envelhecer...
meu nome lembrará sempre saudade
não sei bem sua história, já não é de prata a memória
mas, lembro-me dele de tenra idade.
natália nuno
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