Poema sem nome

O meu corpo jaz no teu passado
é desse frio que me alimento
e por ter morrido nas pérfidas
juras de amor
é que eu me lamento 
São roxos, 
os lábios que te escrevem,
agora mudos,
porque não te merecem
gritam dálias
numa palavra oca,
porque à cova, 
descem surdos, os poemas
na tua boca
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