OLHOS VERDES I

Olhos verdes, tu que não me conheces,
Miras-me vez ou outra aleatoriamente
Ao passo que me reveste de luz.
Somente eu sinto a paz quando me olhas.

Olhos verdes, quem és tu que vais adiante,
Que Deus criou com tanta formosura?
Que em meu coração ensaio preces,
Quem dera fosses meu milagre de bênçãos.

Olhos verdes, se tu soubesses!
Ao menos visses a minha sombra!
Contemplar-me-ia o oráculo dos deuses.
Que realidade díspar e sem nexo.

Há coisas, há bens, há sonhos, desejos.
Inalcançáveis! Será que tu és olhos verdes?
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