Fim! (Pelópidas Gouvêa)

Horizonte confuso, luz escassa,
Mal, a paisagem, ilumina agora.
O sol se ponha ou reapareça a aurora,
A luz é a mesma, bruxoleante e bassa.

Palmeira esbelta e verdejante outrora,
Já não dá sombra a quem por ela passa;
Curvada, o caule todo o musgo enlaça,
Asfixia e, voraz, corroe, desflora.

Descamba o sol, seus últimos lampejos
São como adeuses, derradeiros beijos
De ressequido lábio descorado...

Amanhã de manhã, talvez a luz
Aclare, da palmeira, ao pé da cruz,
O velho estipe sobre o chão tombado!..
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