Rio São Francisco (Pelópidas Gouvêa)
Quando demoromeu olhar nas águas
Do caudaloso rio São Francisco,
Admiro, em cardume, o peixe arisco
E a esteira branca que nos leva as mágoas.
Sob um céu claro - luminoso disco -
Ardem nos pastos crepitantes frágoas;
Ao sol, nas margens, secam as anáguas
E a cabocla jeitosa faz petisco.
Desce o "Gaiola" deslizando a quilha
À flor da correnteza, milha a milha,
E mais se vê crescer a terra do agreste.
Ó São Francisco, rio de águas mansas,
Serás um dia, ó rio de esperanças,
A Redeção do povo do Nordeste!
Do caudaloso rio São Francisco,
Admiro, em cardume, o peixe arisco
E a esteira branca que nos leva as mágoas.
Sob um céu claro - luminoso disco -
Ardem nos pastos crepitantes frágoas;
Ao sol, nas margens, secam as anáguas
E a cabocla jeitosa faz petisco.
Desce o "Gaiola" deslizando a quilha
À flor da correnteza, milha a milha,
E mais se vê crescer a terra do agreste.
Ó São Francisco, rio de águas mansas,
Serás um dia, ó rio de esperanças,
A Redeção do povo do Nordeste!
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