Maio (Pelópidas Gouvêa)
Em tempos idos quando Maio vinha
Trazendo luz de um sol que não morria,
Florindo o campo, o vale, a serrania,
De incenso enchendo a antiga Capelinha;
Do passaredo alegre, a sinfonia
Lembrava à gente, a santa ladainha,
Hino de glória, salmos à Rainha
Virgem de Maio, divinal Maria.
E lá no céu imenso, azul-turqueza,
A lua branca - sideral princesa -
Deixava em tudo seu fulgente raio.
Hoje recordo cheio de saudade,
De minha mãe, o amor, a fé, piedade,
Em tempos idos, quando vinha Maio!
Trazendo luz de um sol que não morria,
Florindo o campo, o vale, a serrania,
De incenso enchendo a antiga Capelinha;
Do passaredo alegre, a sinfonia
Lembrava à gente, a santa ladainha,
Hino de glória, salmos à Rainha
Virgem de Maio, divinal Maria.
E lá no céu imenso, azul-turqueza,
A lua branca - sideral princesa -
Deixava em tudo seu fulgente raio.
Hoje recordo cheio de saudade,
De minha mãe, o amor, a fé, piedade,
Em tempos idos, quando vinha Maio!
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