Tanta gente...e solidão

No caos da escuridão esconde-se uma sombra
Desmesurável, passeando pela avenida, qual palavra
Errônea, incomensuravelmente olvidada e desguarnecida
O tempo esquecido e desacertado alinha-se a
Qualquer hora mal-amanhada impondo à mofenta
Solidão uma instintiva palavra bradando sedenta
Assim bailam no tempo tantos sinónimos de
Uma memória em reclusão, pois além
Caminha tanta gente…em solidão
Frederico de Castro
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