TODA FALA
Espalhei na folha hoje amarelada
De papel-porcelana-aquarela
Tintas onde o sol quarara
Sobrerramas de frágeis bolhas azuis
Fuxicos de gentilezas
Traduzidas por faces que o vento propala
Em palavras sempre simples e doces
Quando abala
De mel da fina flor araucária
A espessura exata de toda fala
Tu que não cala e não desafeta
Torna-te preciosa peça transparente
De impugnável riqueza
Que a pena valha e enceta
Quantificar nessa amena porção
Que emana de irresistíveis sabores
Nos desconsolos sobre nossas caras
Por isso ria-se não do tosco até do belo
Do paralelo renegado cotidiano
Caso a sorte por azar te assedie e roube o norte
Mas sim reconstrua cada quadro
Senão pelo quadrante ogro que deteriora
O que refaz a salvaguarda magnitude viva do agora
Rarefeita perfeitamente qual animal que refuga
Qualquer sobrevida ingrata avilta e avara
De papel-porcelana-aquarela
Tintas onde o sol quarara
Sobrerramas de frágeis bolhas azuis
Fuxicos de gentilezas
Traduzidas por faces que o vento propala
Em palavras sempre simples e doces
Quando abala
De mel da fina flor araucária
A espessura exata de toda fala
Tu que não cala e não desafeta
Torna-te preciosa peça transparente
De impugnável riqueza
Que a pena valha e enceta
Quantificar nessa amena porção
Que emana de irresistíveis sabores
Nos desconsolos sobre nossas caras
Por isso ria-se não do tosco até do belo
Do paralelo renegado cotidiano
Caso a sorte por azar te assedie e roube o norte
Mas sim reconstrua cada quadro
Senão pelo quadrante ogro que deteriora
O que refaz a salvaguarda magnitude viva do agora
Rarefeita perfeitamente qual animal que refuga
Qualquer sobrevida ingrata avilta e avara
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