Lira dos 17 anos
Mamãe, como isso pôde acontecer?
Meu pai não aprova o que eu faço
Tampouco eu aprovo o filho que ele fez
Sem sangue nas veias, com nervos de aço
Aos 17, encontro-me morto de vez.
Ó, mãezinha, como isso aconteceu?
Todo mundo sabe, todo mundo vê
Que vou ao bar, beber e esquecer
que a gente é pobre, é fraco, é vil,
desprezados dentre as grandezas do Brasil.
Ora, minha mãe, como tu lidas com isso?
Penso em voltar pro sertão
Pois é lá que tá minha galera
Como as bombas do Afeganistão
Que marcam minha era.
Ore, mãe, pois não quero voltar pro Norte.
Nordeste é uma ficção, nordeste nunca houve
Quem haverá que aguente? Tanta nudez e aguardente
Ressuscitarei o pior de mim, para que o louve.
Das piores noites boêmias da minha gente.
Mãe? Mãe? Onde estás mãe? Mãe!? Ó, mãe!?
Mata, mato, moto, morte, Norte, forte, Fortaleza.
E agora? O que farei aos 17, no auge da beleza?
Sem ela, sou sem, sou sempre sem ninguém.
Ó, mãezinha, triste estou. Tu eras a pureza
Mas não te preocupes! Estou indo te buscar:
No além.
Meu pai não aprova o que eu faço
Tampouco eu aprovo o filho que ele fez
Sem sangue nas veias, com nervos de aço
Aos 17, encontro-me morto de vez.
Ó, mãezinha, como isso aconteceu?
Todo mundo sabe, todo mundo vê
Que vou ao bar, beber e esquecer
que a gente é pobre, é fraco, é vil,
desprezados dentre as grandezas do Brasil.
Ora, minha mãe, como tu lidas com isso?
Penso em voltar pro sertão
Pois é lá que tá minha galera
Como as bombas do Afeganistão
Que marcam minha era.
Ore, mãe, pois não quero voltar pro Norte.
Nordeste é uma ficção, nordeste nunca houve
Quem haverá que aguente? Tanta nudez e aguardente
Ressuscitarei o pior de mim, para que o louve.
Das piores noites boêmias da minha gente.
Mãe? Mãe? Onde estás mãe? Mãe!? Ó, mãe!?
Mata, mato, moto, morte, Norte, forte, Fortaleza.
E agora? O que farei aos 17, no auge da beleza?
Sem ela, sou sem, sou sempre sem ninguém.
Ó, mãezinha, triste estou. Tu eras a pureza
Mas não te preocupes! Estou indo te buscar:
No além.
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