Sobre casas, plátanos e o amor
Meu amor é casa inteira
Aberta
Tudo mora ali
Cada canto
Cantado
Esconde um instrumento afinado para cada ato
Guardo tudo ali
Aconchego e uns recortes
Para não esquecer quem sou
Para não esquecer do sol
Meu amor é casa
Forte
Reparte-se em cômodos
Para abrigar os hóspedes
Tenho endereço certo
Para postar minhas dores
Meus rancores
Meus humores
Meu amor é jardim
Da nostalgia dos plátanos de outono
Da inocência de gerânios que se revelam lindos enquanto caem derramados nas soleiras das janelas
E macio feito grama que nasce sem convite
E perigoso feito um abismo que anuncia o silêncio.
Meu amor é a morada de resquícios
dos versos que não fiz.
Aberta
Tudo mora ali
Cada canto
Cantado
Esconde um instrumento afinado para cada ato
Guardo tudo ali
Aconchego e uns recortes
Para não esquecer quem sou
Para não esquecer do sol
Meu amor é casa
Forte
Reparte-se em cômodos
Para abrigar os hóspedes
Tenho endereço certo
Para postar minhas dores
Meus rancores
Meus humores
Meu amor é jardim
Da nostalgia dos plátanos de outono
Da inocência de gerânios que se revelam lindos enquanto caem derramados nas soleiras das janelas
E macio feito grama que nasce sem convite
E perigoso feito um abismo que anuncia o silêncio.
Meu amor é a morada de resquícios
dos versos que não fiz.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*