Choque
Não há túneis, não há luzes, nem saídas!
Tudo é maia, tudo é falso, é só ilusão.
Coisas passam, como sempre passarão,
intocáveis, persistentes, descabidas.
Entretanto, quando ponho os pés no chão,
como é duro! – E como custam as subidas
que não levam às alturas pretendidas,
sempre ocultam os percalços que virão.
Mas na vida é tão comum que venha um choque,
tão intenso, tão profundo e tão cruel,
que nos roube da apatia e nos desloque,
nos desperte da dormência e de seu fel.
Age assim, nossa existência e, toque a toque,
vai tirando, da ilusão, o espesso véu.
Nilza Azzi
Tudo é maia, tudo é falso, é só ilusão.
Coisas passam, como sempre passarão,
intocáveis, persistentes, descabidas.
Entretanto, quando ponho os pés no chão,
como é duro! – E como custam as subidas
que não levam às alturas pretendidas,
sempre ocultam os percalços que virão.
Mas na vida é tão comum que venha um choque,
tão intenso, tão profundo e tão cruel,
que nos roube da apatia e nos desloque,
nos desperte da dormência e de seu fel.
Age assim, nossa existência e, toque a toque,
vai tirando, da ilusão, o espesso véu.
Nilza Azzi
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