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Onze

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Meu Amigo
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ONZE

Sei que vou morrer
Num qualquer ano
Num qualquer mês
Num dia onze.
A onze nasci
Ganhei e perdi
Meu companheiro
Avós e mãe
A onze acabo de morrer
Mais uma vez...
Não vou contrariar o meu destino
Não vou viver em desatino
Sei, presságios meus
Num qualquer mês
De um ano qualquer
A onze
Direi adeus
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susete evaristo

1948-04-11 · serpa

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