Aglutinando a paz e as gentes,
Andar célere e olhar atento,
Passa o mundo róseo e calado,
Fitando sob o céu ardente
Dissidentes passando ao lado.
Gentes que olvidaram a canção,
Que esqueceram o tom da poesia,
Tartufos de almas vazias
Mergulhados no ermo da urgia,
Da avareza e do pisar apressado,
Sem passado brotado do chão
Ou planado no ar da alegria.
Marchando sobre nuvens e lombra
Gentes agentes da sombra
Que assombra o verde cerrado
Com serras e a lei do machado,
Que mancham as marchas dos rios.
Gentes em castelos vazios
Lestas e austeros em vão,
Vão ávidos, segundo a segundo
E alheios, à margem do mundo,
Não o veem passar sem ruídos
Disposto a ofertar em penhor
Até ao sátiro agenciador de gemidos
Seu rosto azul “manchado” de amor.
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