De carrmesim, você tingiu o meu paraíso
Manchou de dor o que era belo ao meu olhar
Daltônico de amor, a ver um mundo impreciso
Tateio as cegas, sem o amor mais contemplar

Quando a dor nos cobre os olhos, tudo é mágoa
Só de tristeza são todas as nuvens no arrebol
O sangue mancha o lindo azul das puras águas
E até as plantas sangram em flor na luz do sol
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