CIO DA TERRA
Quem mais conhece a dor senão a terra
Que com lágrimas de pranto orvalha a noite
Que dos ventos zombeteiros agüenta açoites
Pelo vai-e-vem do Sol que não se encerra
Jaze encantada por este garboso leviano
Que toda manha abre sorrisos de promessas
E de seu ventre aberta a madre atravessa
Sua pureza sem pudor desvirginando
Mas já a tarde foge o Sol pra além dos montes
E o seu calor vai dissipar em outras paragens
E a sua amante entrega ao frio e ao abandono
Mas de madrugada quando ele volta no horizonte
Ela deixa o luto e de cetim põe a roupagem
E por todo o dia faz amor em rito insano
Que com lágrimas de pranto orvalha a noite
Que dos ventos zombeteiros agüenta açoites
Pelo vai-e-vem do Sol que não se encerra
Jaze encantada por este garboso leviano
Que toda manha abre sorrisos de promessas
E de seu ventre aberta a madre atravessa
Sua pureza sem pudor desvirginando
Mas já a tarde foge o Sol pra além dos montes
E o seu calor vai dissipar em outras paragens
E a sua amante entrega ao frio e ao abandono
Mas de madrugada quando ele volta no horizonte
Ela deixa o luto e de cetim põe a roupagem
E por todo o dia faz amor em rito insano
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