Cidadela onírica.
Uma cidade feita de vidro
Com rios de ouro fundido
Nas praças fontes de vinho tinto
As ruas serenas, sem nenhum ruído,
Espelhos nos céus refletindo a terra
A luz erradia de toda matéria, sem sóis nem estrelas
Não há escuridão, armas, nem guerras
Longe de qualquer possível miséria,
Aqui todos são seus reis
Linha hierárquica nivelada
Nem por baixo, nem por cima das leis
“o paraíso” pelos anjos chamada,
Os maiores tesouros são infinitos poemas
Versos preciosos como a mais fina jóia
Muita beleza pra mente, não temas
Somos a cura da divina paranóia,
A entrada das nossas terras
É o arco do espinheiro
Que cortam e deixam feridas abertas
A todas as almas perversas.
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