Viva os neguin.
Eu sou mais um no meio da multidão,
A diferença é o sofrimento que eu passo meu irmão,
Cada palavra ouvida e sofrida
Cada espelho quebrado, coração partido, mágoas, feridas.
Um moleque preto, sabe fudido
Você deve tá se perguntando qual o problema nisso,
Exatamente, não tem nem um cuzao,
Então por que você não me trata, como se eu fosse seu irmão.
Os cara da guerra, deu sangue até o fim
Abolição foi bem feita, viva os "neguin",
Tiveram seus direitos, lutou por tudo até o fim,
Se não fosse por eles, escravizados ainda estaríamos hoje aqui.
Vitimismo é o caralho meu irmão,
Senta na cadeira, pega um livro e ver a porcentagem da população,
Todo dia um pivete preto morre na esquina,
Filho de rico, branco, joga os "homens" na botina.
Desrespeito tá insano, os homens de farda
Derramando nosso sangue, e dizendo assim
" Ele tava armado, foi culpa do neguin"
Desculpas esfarrapadas, já tá chato até de ouvir.
Hoje a gente vive assim,
Despreocupo, aguardando nosso fim
Que culpa eu tenho, me orgulho ser assim
Guerreiro, sofrido, vivo no perigo
Minha vida é uma fábula, pareço bicho,
Maltratado, odiado, sendo perseguido.
Viva eu ser negro, ter sangue guerreiro irmão,
Eu já passei por momentos piores, dentro da população,
Não vai ser você que vai me derrubar com seu preconceito
Eu já levei chibatadas, palavras e ameaças não me fazem medo.
Eu vou gingar, um salve a capoeira,
Cuidado com a navalha, se liga na rasteira,
Essa arte é ligeira, criada na senzala
Salvou os mano, na hora da espreitada.
É, senhor de engenho, as coisas tão difíceis
Bati de peito, é arma contra livro,
Eu vou mostrar como se vence uma guerra, com estilo
Recolha os seus cães, tão nós mordendo, transmitindo, ódio, raiva e irritação..
Um salve aos cachorros de papai,
Vem armado para favela, pra matar neguin
Mano, é isso aí, manda quem pode,
Se fode quem vir.
A diferença é o sofrimento que eu passo meu irmão,
Cada palavra ouvida e sofrida
Cada espelho quebrado, coração partido, mágoas, feridas.
Um moleque preto, sabe fudido
Você deve tá se perguntando qual o problema nisso,
Exatamente, não tem nem um cuzao,
Então por que você não me trata, como se eu fosse seu irmão.
Os cara da guerra, deu sangue até o fim
Abolição foi bem feita, viva os "neguin",
Tiveram seus direitos, lutou por tudo até o fim,
Se não fosse por eles, escravizados ainda estaríamos hoje aqui.
Vitimismo é o caralho meu irmão,
Senta na cadeira, pega um livro e ver a porcentagem da população,
Todo dia um pivete preto morre na esquina,
Filho de rico, branco, joga os "homens" na botina.
Desrespeito tá insano, os homens de farda
Derramando nosso sangue, e dizendo assim
" Ele tava armado, foi culpa do neguin"
Desculpas esfarrapadas, já tá chato até de ouvir.
Hoje a gente vive assim,
Despreocupo, aguardando nosso fim
Que culpa eu tenho, me orgulho ser assim
Guerreiro, sofrido, vivo no perigo
Minha vida é uma fábula, pareço bicho,
Maltratado, odiado, sendo perseguido.
Viva eu ser negro, ter sangue guerreiro irmão,
Eu já passei por momentos piores, dentro da população,
Não vai ser você que vai me derrubar com seu preconceito
Eu já levei chibatadas, palavras e ameaças não me fazem medo.
Eu vou gingar, um salve a capoeira,
Cuidado com a navalha, se liga na rasteira,
Essa arte é ligeira, criada na senzala
Salvou os mano, na hora da espreitada.
É, senhor de engenho, as coisas tão difíceis
Bati de peito, é arma contra livro,
Eu vou mostrar como se vence uma guerra, com estilo
Recolha os seus cães, tão nós mordendo, transmitindo, ódio, raiva e irritação..
Um salve aos cachorros de papai,
Vem armado para favela, pra matar neguin
Mano, é isso aí, manda quem pode,
Se fode quem vir.
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