Bar paraíso
Tinha um bar no inferno, onde serviam absinto e enxofre, e o teu nome escrito no copo, faiscava
Então quando me chamas, por que o fazes?
Dói-me saber que escolhi ser livre no meio da tempestade
A liberdade não tem gravidade, gira solta assim, trança teias sem precisar das moscas,
Ri das minhas escolhas, ri de mim
É o feto ri do gênio, das loucuras do mar, do fio de seda, do homem que pintou a cara de palhaço
Eu perdi o senso de direção, os pingos de chuva me orientam pelo chão, temos fortes laços sim, ligaduras entre flores e raízes
Sou um bêbado afogado nas enxurradas, nos litros de sol, com um cordão no pescoço atado a ti,
As bandas do céu tocam Everybody's Coming To My House
Já bebi muito a tua falta, essa essência sofrida é uma armadilha de amor
Mas quem vai limpar o chão depois que tu passas?
As abstinências que chutam os baldes, os sopros de desafogos, as pétalas arrancadas ao peito, aos bocados
Todo dia rego os canteiros com esse novo sentido de alucinação
Estamos cheios um do outro, cheios, no bom ou no mau sentido
Prefiro hoje tocar à noite, a minha canção preferida, do que sentir a vida, à dor de arder a noite toda sem solução
O cheiro de anis é fatal, apenas o humor é uma ameaça à inteligência, eu sempre fui burro de fato, um animal comendo no teu quintal
Sinto o cheiro da dor no final da rua, entre as ervas daninhas
Sinto cheiro de ti,
Sinto muito
Charles Burck
Então quando me chamas, por que o fazes?
Dói-me saber que escolhi ser livre no meio da tempestade
A liberdade não tem gravidade, gira solta assim, trança teias sem precisar das moscas,
Ri das minhas escolhas, ri de mim
É o feto ri do gênio, das loucuras do mar, do fio de seda, do homem que pintou a cara de palhaço
Eu perdi o senso de direção, os pingos de chuva me orientam pelo chão, temos fortes laços sim, ligaduras entre flores e raízes
Sou um bêbado afogado nas enxurradas, nos litros de sol, com um cordão no pescoço atado a ti,
As bandas do céu tocam Everybody's Coming To My House
Já bebi muito a tua falta, essa essência sofrida é uma armadilha de amor
Mas quem vai limpar o chão depois que tu passas?
As abstinências que chutam os baldes, os sopros de desafogos, as pétalas arrancadas ao peito, aos bocados
Todo dia rego os canteiros com esse novo sentido de alucinação
Estamos cheios um do outro, cheios, no bom ou no mau sentido
Prefiro hoje tocar à noite, a minha canção preferida, do que sentir a vida, à dor de arder a noite toda sem solução
O cheiro de anis é fatal, apenas o humor é uma ameaça à inteligência, eu sempre fui burro de fato, um animal comendo no teu quintal
Sinto o cheiro da dor no final da rua, entre as ervas daninhas
Sinto cheiro de ti,
Sinto muito
Charles Burck
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