Desorientação
Num sentido vou indo enquanto me esquivo de outro.
Tenho um aparelho emprestado por alguém e que a mim me fala em chinês, coisa que apenas petisco com molho de Soja.
Tenho um mapa que me sugere Nordeste, de modo a ver Javalis. Ora! Eu quero ir para casa! Chirra! E isso fica no caneco da sura.
Vou, por isso em frente. Há uma ponte em construção sem sustento. Dou a volta pela esquerda. É proibido. Volto pela direita. Trânsito congestionado e as fossas também.
Eu vou pela minha própria ponte, de vento
chegar ao meu sítio, ao relento.
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