Hipnose das cores
Dia após dia, tudo que vejo é cinza.
As cores se resumem em branco e preto, e na junção das duas me deparo novamente com o cinza; triste pesado sem vida.
As cores se resumem em branco e preto, e na junção das duas me deparo novamente com o cinza; triste pesado sem vida.
Nessa penumbra do cinza sem esperar, aparecem dois pontos claros, ora verdes, ora azuis; não importa. São dois pontos que me trazem de volta a esperança de colorir tudo a minha volta de novo.
A esperança do novo, de um possível recomeço.
Os dois pontos azuis que me fazem lembrar, que existe um céu ao nascer do dia, que existem constelações brilhantes na chegada da noite; e queno verde existe um mar de águas cristalinas e puras num horizonte sem fim.
Dois pontos ora verdes ora azuis, que me devolveram a alegria de saber que as cores ainda existem.
Esses são seus olhos, que assim que se cruzaram com os meus, fizeram ver que ainda é possível colorir minha vida novamente.
Néia Furlan
Néia Furlan
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