INFINITO

Há quem acredite surgir a noite
Para dar chance às estrelas
Mostrarem o próprio brilho.
Poucos têm a consciência desse ledo engano;
O Criador nada mais faz senão nos proporcionar
A oportunidade de, a cada dia
No firmamento revê-las luzir

Ai de quem não se abre para os horizontes
Não sente o bailar dos ventos
Despreza a rotina do sol
Ignora o espetáculo que é a vida
Desdenha da grandeza do tempo
E vive refém dos próprios sentimentos
Escravo das convicções e do que passou

Deve-se sim cultuar os anos idos
Como dádivas e o porvir como merecimento.
De resto é abrir os olhos e encantar-se
Com as constelações e o infinito
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