Dia da consciência negra: nosso perdão!
O Brasil para,
para exaltar o negro:
nosso povo, nossa herança
e nossa cultura.
Porém todos esquecem
que a sociedade parou no tempo,
tempo da escravidão,
de tanta injustiça e humilhação.
Mais de um século depois,
após a libertação dos escravos,
ainda ouvimos nas ruas
os gritos que ecoam como na senzala:
Você é negro! Acorda!
As chibatas ainda calejam nosso corpo,
pois a desigualdade ainda impera.
Somos negros e a nossa história não se apaga,
pois assim formamos o Brasil: essa terra, essa gente,
que tanto necessita de vida livre,
sem preconceito e com direitos iguais.
E onde está a raça negra?
na cor da sua pele, camarada;
no sangue que corre nas suas veias;
Estou nas roupas, na dança,
na culinária, no jeito de falar.
O negro está nas ruas, nas favelas,
no desempregado, no injustiçado;
Mas o negro também está no homem
e na mulher: guerreiros que buscam, lutam e vencem.
Está em Zumbi, Pelé, Mandela, Luther King,
O negro está naquele que sabe
que a cor da pele é apenas melanina,
e que a negritude é raça,
dor, alegria e paixão.
Orgulho de ser negro? Sim.
Pois somos povos, somos gente.
E, buscamos, acima de tudo:
respeito e direito de ser cidadão.
Marcimária Xavier
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