MARCIMÁRIA XAVIER

MARCIMÁRIA XAVIER

n. 1971 BR BR

Meu nome é Marcimária Xavier de Oliveira, casada, tenho duas filhas que amo muito. Sou professora, formada em Letras pela Universidade Federal de Goiás. Pós-graduada em Língua Inglesa. Moro em Combinado - TO.

n. 1971-02-22, Campos Belos

Perfil
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Mama África, perdão pelas nossas falhas!


Negritude é raça
é questão de atitude.
A pele escura
é melanina pura,
é força para mostrar minha raiz,
de onde venho
para onde vou.
Tudo é orgulho,
pois comprovo o que sou,
busco o que não tenho,
e procuro viver o que queremos
e temos direito: o poder de igualdade
que tanto almejamos
e o que queremos transmitir.
E ver o mundo desmascarado
pelas atrocidades que cometeu
com a raça negra e humana,
de forma abrupta e desumana,
chicoteando e escravizando
os filhos teus,
nas casas-grandes e senzalas,
na época da escravidão.
Ver o capitão do mato
perseguir os filhos da pátria,
ouvir os gritos de lamento,
a saudade da sua terra natal
e também dos seus, o banzo.
Nos "navios negreiros" sufocantes,
a podridão e o descaso com a raça humana.
Perdoe-nos por agirmos como "monstros"
não fazendo o verdadeiro papel de cristão.
Quando deveríamos ser gratos por tudo
e deveríamos dar as mãos,
salvar todos desta prisão
e dar a cada um o que lhe é direito:
a LIBERDADE.
E que seja livre do preconceito.
Marcimária Xavier
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Poemas

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Mama África, perdão pelas nossas falhas!


Negritude é raça
é questão de atitude.
A pele escura
é melanina pura,
é força para mostrar minha raiz,
de onde venho
para onde vou.
Tudo é orgulho,
pois comprovo o que sou,
busco o que não tenho,
e procuro viver o que queremos
e temos direito: o poder de igualdade
que tanto almejamos
e o que queremos transmitir.
E ver o mundo desmascarado
pelas atrocidades que cometeu
com a raça negra e humana,
de forma abrupta e desumana,
chicoteando e escravizando
os filhos teus,
nas casas-grandes e senzalas,
na época da escravidão.
Ver o capitão do mato
perseguir os filhos da pátria,
ouvir os gritos de lamento,
a saudade da sua terra natal
e também dos seus, o banzo.
Nos "navios negreiros" sufocantes,
a podridão e o descaso com a raça humana.
Perdoe-nos por agirmos como "monstros"
não fazendo o verdadeiro papel de cristão.
Quando deveríamos ser gratos por tudo
e deveríamos dar as mãos,
salvar todos desta prisão
e dar a cada um o que lhe é direito:
a LIBERDADE.
E que seja livre do preconceito.
Marcimária Xavier
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Adolescer


Crescer dói
"adolescer" dói
amadurecer dói.
O corpo cresce,
os hormônios aparecem,
a cabeça adormece
e o coração floresce.
O amor chega de mansinho,
os problemas bem devagarinho
no coração deste ser.
Daí, é como se tudo fosse passageiro
e caminhasse a toda velocidade:
as vontades, os desejos,
 os amigos e os amores.
E tudo é farra e curtição!
A mãe só observa,
e vive cada momento
com muita preocupação.
Analisa o jeito do(a) filho(a)
e tenta filtrar o  principal,
observa que tudo é fútil e vão,
mas que é preciso viver,
Saber viver,
saber adolescer,
saber crescer,
pois crescer dói,
 mas a maturidade alivia,
pois entra a fase da reflexão,
do crescimento, do amadurecimento,
dos entendimentos ou desentendimentos.
Daí vem a fase adulta.
Acabou?
Não.
Pois "adultescer" também dói.


Marcimária Xavier
138

As cores do Brasil


O Brasil é multicolorido, multifacetado
Ele é negro, branco, amarelo,
Índio catequizado e vestido
Com a cultura da Mãe Pátria.
O Brasil é a cara do “mulato sabido”
Que diz todos os dias:
“Me dá um cigarro”.
Brasil dos Che, dos uais, dos oxente,
A mistura que deu certo
De um povo valente e xerente
Brasil de Brasília,
Dos caras pintadas,
Dos caras lavadas
Dos “cuecões, dos panetones, das meias,
Da gorda poupança cheia,
Brasil de Zumbi, de Pelé, de Betinho
De João Cabral, de Morte e vida Severina,
Brasil de Canudos de Antônio Conselheiro.
Brasil de gente que implora, gente que grita,
Gente que vota, e gente que diz: BASTA.
O Brasil tem a cor que a gente pinta,
Por isto vamos mudar esta imagem,
Pinte-o de negro, de liberdade,
De mulher, honestidade,
Pinte o Brasil de POVO
E recomece de novo.

Marcimária Xavier
151

Aculturação indígena


O índio no seu canto
Sem riso, nem pranto,
Vivia de encanto.
E Cabral aqui se aportou
Então, o que devo fazer?
Sua tropa o acompanhou,
Nossa riqueza fisgou.
E o nosso índio?
Pelado e depenado ficou.

Marcimária Xavier
144

Dia da consciência negra: nosso perdão!


O Brasil para,
para exaltar o negro:
nosso povo, nossa herança
e nossa cultura.
Porém todos esquecem
que a sociedade parou no tempo,
tempo da escravidão,
de tanta injustiça e humilhação.
Mais de um século depois,
após a libertação dos escravos,
ainda ouvimos nas ruas
os gritos que ecoam como na senzala:
Você é negro! Acorda!
As chibatas ainda calejam nosso corpo,
pois a desigualdade ainda impera.
Somos negros e a nossa história não se apaga,
pois assim formamos o Brasil: essa terra, essa gente,
que tanto necessita de vida livre,
sem preconceito e com direitos iguais.
E onde está a raça negra?
na cor da sua pele, camarada;
no sangue que corre nas suas veias;
Estou nas roupas, na dança,
na culinária, no jeito de falar.
O negro está nas ruas, nas favelas,
no desempregado, no injustiçado;
Mas o negro também está no homem
e na mulher: guerreiros que buscam, lutam e vencem.
Está em Zumbi, Pelé, Mandela, Luther King,
O negro está naquele que sabe
que a cor da pele é apenas melanina,
e que a negritude é raça,
dor, alegria e paixão.
Orgulho de ser negro? Sim.
Pois somos povos, somos gente.
E, buscamos, acima de tudo:
respeito e direito de ser cidadão.
Marcimária Xavier
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