Solidão excomungada

A solidão excomungada, impune e renegada
Estira-se além na maresia da vida que sussurra
Carente, infiel e indubitavelmente embriagada
Nos trilhos do tempo fluem tantas horas
Hirtas e empertigadas, alimentando a hegemonia
Deste silêncio fluindo numa lágrima desfigurada
Como pesam em mim estas mil toneladas de solidões
Absolutamente renegadas e como se veste a noite
De escuridões, viciantes absurdamente intrigadas
Espio entre a madrugada coesa e marginalizada aquela
Imperceptível caricia vadiando nas entrelinhas de uma
Soberba brisa, tão matura, tão contundente, tão rogada
Frederico de Castro
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