Efêmero
A beleza
que de tão bela
não resiste ao tempo.
A face se desmancha
da forma divina
aprisionada na memória.
Os deuses zombam
da existência na terra
doa-nos a adaga
que põe fim a tudo que és...
Eis a profecia
no balbuciar das palavras
do ancião.
O fogo, o vento faz alastrar-se,
leva com ele sonhos
repletos de suspiros e lamentos
no doce brilho dos lábios
o olhar embebido de êxtase
aprisionado na bruma ao luar.
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