Sentei à beira de um rio
Senti um vazio
Orei pra você

Indaguei
Porque não entendi
Tanta coisa que vi
E não concordei

Te abri o meu coração
Se ser livre é pecado
Peço perdão

A arrogância
Estendeu sua mão
Com apelos de ordem
De organização

Homem que domina
Homem no poder
Diz que o preço da paz
É se submeter

Homem que domina
Homem faz sofrer
União sem liberdade
É que faz subverter
Viver sem liberdade
É pior do que morrer

Me ensinou
Que a liberdade
Traz felicidade
E alento ao coração

Aí vem alguém
Cheio de vaidade
E diz que a verdade impõe
Cega submissão

Até a flor vinga
Na resistência
E o asfalto liberta
Um broto no chão

Usa de língua macia
Só vê rebeldia
Na justa argumentação
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