Despertar
A tarde foi dormir, cansada e langorosa
e tudo aconteceu, depois do pôr do sol.
Cabia num abraço, a luz desse farol,
a lua em pleno céu, a paz de que se goza.
Do nada, pude ouvir: ─ Bom dia, preguiçosa! ─
e em susto, respondi: ─ Bom dia, rouxinol! ─
e novamente a luz brilhou sobre o lençol
que rescendia a flor, aroma de uma rosa.
Nas brumas da manhã, um som repercutiu:
o tom da tua voz, tranquila e eloquente,
bailava pelo ar, suspenso por um fio.
Num súbito clarão, não mais que de repente,
minh’alma se desfez, num rápido arrepio
e tudo era um vulcão de lava pura, ardente.
e tudo aconteceu, depois do pôr do sol.
Cabia num abraço, a luz desse farol,
a lua em pleno céu, a paz de que se goza.
Do nada, pude ouvir: ─ Bom dia, preguiçosa! ─
e em susto, respondi: ─ Bom dia, rouxinol! ─
e novamente a luz brilhou sobre o lençol
que rescendia a flor, aroma de uma rosa.
Nas brumas da manhã, um som repercutiu:
o tom da tua voz, tranquila e eloquente,
bailava pelo ar, suspenso por um fio.
Num súbito clarão, não mais que de repente,
minh’alma se desfez, num rápido arrepio
e tudo era um vulcão de lava pura, ardente.
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