Corredor
Aqui estou eu
No meu vazio, posso ouvir meus ecos,
no vazio que sou tão eu, quase nem me enxergo.
É tudo tão vazio aqui dentro!
Nem sei ao certo se posso ouvir outra coisa além do meu silêncio tutbalento de incertezas.
No meu eu vazio e solitário
bate saudades de alguém que nunca
me pertenceu.
No meu eu vazio e solitário eu amo tanto
quem eu não deveria amar.
Na escuridão dos corredores da minha alma,
algumas luzes eu deixei de trocar
e a acendê-las.
Algumas portas já envelhecidas
Rangem ao se abrirem.
As janelas já não entram mais o ar,
e tudo que um dia o sol radiou
veio a acabar.
Nesse vazio sinto que sou eu apenas,
sem nem mesmo minhas paranóias para me maltratar.
Não há uma mão amiga sequer para me apoiar.
Andar por esse corredor escuro vejo
em cada porta o meu passado mal assombrado
pelas minhas ilusões.
Nesse vazio não há luz e
ouço vozes que me dizem
que, na porta no fim deste corredor
estará tudo que eu espero encontrar
o fim da minha maldita dor.
É uma pena, que ando em círculos
e nunca pude girar a maçaneta desta porta!
Avisto-a de longe
e espero aguarda-me noutro lado
a razão pela qual ainda
mantenho-me vivo.
A.R / RJ - Volta Redonda
18/04/19
No meu vazio, posso ouvir meus ecos,
no vazio que sou tão eu, quase nem me enxergo.
É tudo tão vazio aqui dentro!
Nem sei ao certo se posso ouvir outra coisa além do meu silêncio tutbalento de incertezas.
No meu eu vazio e solitário
bate saudades de alguém que nunca
me pertenceu.
No meu eu vazio e solitário eu amo tanto
quem eu não deveria amar.
Na escuridão dos corredores da minha alma,
algumas luzes eu deixei de trocar
e a acendê-las.
Algumas portas já envelhecidas
Rangem ao se abrirem.
As janelas já não entram mais o ar,
e tudo que um dia o sol radiou
veio a acabar.
Nesse vazio sinto que sou eu apenas,
sem nem mesmo minhas paranóias para me maltratar.
Não há uma mão amiga sequer para me apoiar.
Andar por esse corredor escuro vejo
em cada porta o meu passado mal assombrado
pelas minhas ilusões.
Nesse vazio não há luz e
ouço vozes que me dizem
que, na porta no fim deste corredor
estará tudo que eu espero encontrar
o fim da minha maldita dor.
É uma pena, que ando em círculos
e nunca pude girar a maçaneta desta porta!
Avisto-a de longe
e espero aguarda-me noutro lado
a razão pela qual ainda
mantenho-me vivo.
A.R / RJ - Volta Redonda
18/04/19
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