RUPESTRE NUM BURACO NEGRO

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A volta de fulano, beltrano, melano e sicrana
a volta do parafuso em (in)certos fusos-horários
a volta do inferno unicor em sua origem
o retorno de uma falsa blandícia
o memorando "Doravante"
o estrago dos desmemoriados
o trago descendo pelo goto
a matinê suspensa por motivos de força menor
os noivos da esperança
os divorciados que se acoitam e arrulham
                feito pombos irados e cães raivosos

Danações da educação pela pedrada

o bolso raro que se quer à cunha social
a plebe ignara
a súcia mefistofélica
os ningres-ningres
os grandes mentecaptos e sua lavoura arcaica

Vivo meu voto pelo teu desassossego.
Gengis Khan sabia das coisas.
Raro.

Pois é, pra quê ?
O que dá pra rir dá pra chorar
o povo em seu labirinto
caminhando e cantando e seguindo a menção

Ah, enfim, um machado: "Não tive filhos;
     não deixei a ninguém o legado da minha miséria."
Travessia dentro de águas de março.
A praça ainda é ?
Onde andará Nicanor ? Tinha mãos de marinheiro
           quando amarrava um amor - segundo consta.

Viver é muito perigoso
mormente se me paerta certa náusea
"de um lugar do qual não quero me lembrar"
seja na mantiqueira na baixada no jogo 
no amor

Ah os nove buracos do corpo
os 206 ossos
os cinco litros e meio de sangue
um pé para a frente virado
outro pé virado para trás: Aonde ir ?

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