Uma Cagada na Privada do Universo
Certas manhãs
eu sou uma cagada na
privada do universo
o destino é um peido fedido
de alguém emocionalmente feio
o mundo segue padrões estéticos
infundáveis impossíveis inviáveis
a poesia ronca no meio do meu peito
um estrondo nu do tamanho dos gozos
em versos
e há amores, pelo que vejo, que são
como céus calmos e azuis de meia dúzia
de nuvens carentes
e então
o apocalipse chuvoso relampeja
nos céus calmos do amor!
quando dei por mim
compreendi e aprendi sobre algumas artes
e sensos estéticos
eu beijei as nuvens de algodão ensanguentado
eu fodi o vão livre do MASP
[que é tão vazio quanto o presidente]
e eu fui me deitar em minha cama
num dos mausoléus do
Cemitério da Consolação.
eu sou uma cagada na
privada do universo
o destino é um peido fedido
de alguém emocionalmente feio
o mundo segue padrões estéticos
infundáveis impossíveis inviáveis
a poesia ronca no meio do meu peito
um estrondo nu do tamanho dos gozos
em versos
e há amores, pelo que vejo, que são
como céus calmos e azuis de meia dúzia
de nuvens carentes
e então
o apocalipse chuvoso relampeja
nos céus calmos do amor!
quando dei por mim
compreendi e aprendi sobre algumas artes
e sensos estéticos
eu beijei as nuvens de algodão ensanguentado
eu fodi o vão livre do MASP
[que é tão vazio quanto o presidente]
e eu fui me deitar em minha cama
num dos mausoléus do
Cemitério da Consolação.
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